domingo, 6 de setembro de 2009

CORRENTE DO JATO ou JET STREAM


- Digitei cada palavra enquanto assistia o documentário.

Resumo do documentário THE JET STREAM

A Corrente de Jato é um fluxo de ventos do Oeste para Leste, um vento do Ocidente que fica bem concentrado em certas regiões, transportando uma quantidade enorme de ar, à medida que vagam ao redor do hemisfério. A “corrente do jato” é uma máquina da atmosfera
Há duas Correntes de Jatos principais, uma em cada hemisfério.
A mais forte é a do Hemisfério Norte, ela se forma a grande altitude quando o ar morno dos trópicos se encontra com o ar frio do Pólo Norte.
Quando esses dois corpos de ar se encontram, um vento de alta velocidade ou jato é gerado. Conforme a Terra gira, este ar em rápido movimento flui ao redor do planeta.
Quanto maior o contraste de temperatura, mais rápido é o jato.
A corrente do jato pode ser reta como um dado, mas frequentemente serpenteia de um lado a outro.
É bem estreita e tem uma latitude de 100-200 quilômetros e sua extensão vertical é aproximadamente um ou dois quilômetros.
A corrente de jato move-se a velocidades que variam de 110 para mais de 320 km por hora, tão forte quanto uma furação. Começa no norte da África, continuando por cima da Ásia, atravessando o Pacífico e então a América do Norte e depois surgindo bem encima do Reino Unido e parando lá, fazendo um círculo espiral enorme na região. O Reino Unido é assim por dizer, o cemitério da “corrente do jato. Essa corrente emerge do Oriente Médio em direção ao Himalaia. Lá, a 8.800 metros, fica o Monte Everest, seu cume é alto o suficiente para ser varrido pela corrente do jato, soprando uma plumagem de neve de seu topo. Do Himalaia a corrente do jato flui sobre a Ásia em direção ao Pacífico, variando em força enquanto continua sua viagem. Ao cruzar a América do Norte, o jato pode ser envolvido na criação de uma das forças mais destrutivas da natureza. Tornados! –Eles podem conter ventos de mais de 480 km por hora, o único vento mais rápido que a “corrente do jato”.
A “corrente do jato” que circula o hemisfério sul da Terra cruza a América do Sul.
Em 1947, um vôo estava em andamento em direção ao oeste, cruzando os Andes. O avião, um Stardust, estava a caminho de Santiago, Chile, mas nunca chegou lá. Um avião de 20 toneladas, tripulação e seis passageiros desapareceram sem deixar rastros, sendo que alguns destroços do Stardust foram encontrados no ano 2000. A pesquisa que se seguiu, revelou o modo como o avião desapareceu e o papel que a “corrente do jato” tinha desempenhado. Em seu vôo final, a 60 a nos atrás, o piloto tinha encontrado uma tempestade sobre os Andes e subiu para 7.300 metros, para passar por cima dela. Ocorre que, a esta altitude, o avião estava voando dentro do jato sulista, mas o piloto não sabia disto. Naquela época pouco se sabia sobre a “corrente do jato”, não havia navegação por instrumentos. Eles não tinham idéia de que uma poderosa “corrente de jato” estava reduzindo a velocidade dramaticamente. Sem radar e com cobertura de nuvens abaixo, a tripulação acreditou que tinham ultrapassado a cadeia de montanhas e estavam prontos para descer até Santiago. Na realidade, eles estavam voando na face dos Andes. O avião bateu no topo de uma geleira, matando todos instantaneamente. O choque produziu uma avalanche que enterrou os restos do avião. Escondidos embaixo do gelo os destroços desceram lentamente a geleira por 60 anos, até eventualmente emergir na base, desvendando o mistério do desaparecimento do Stardust. Estes viajantes perderam a vida porque ninguém sabia que essa “corrente de jato” estava lá. Os pilotos de hoje sabem onde estão as “correntes do jato”, principalmente porque embarcam os aviões nessas correntes e as linhas aéreas economizam combustível nessas viagens.
Se você voa para a América, é um tipo de viagem redonda, frequentemente subindo pela Islândia e depois descendo, para evitar pegar esse horrível vento contrário, porque a “corrente do jato” viaja extremamente rápido. Mas na viagem de volta, se o piloto colocar o avião na “corrente do jato” então você chega em casa muito depressa. Usar a “corrente do jato” para voar sobre o Atlântico pode fazer uma empresa aérea economizar milhões de libras em combustível, e pode eliminar uma hora do tempo de viagem previsto para sete horas. Em dezembro de 1999 passageiros que voaram de N.Y para Paris, ficaram felizes ao serem informados que o tempo de viagem deles seria de apenas cinco horas. Uma “corrente do jato” particularmente forte, de 320 km por hora, os levaria a seus destinos em um tempo recorde. O que eles não perceberam era que a mesma força que os empurrava pelo Atlântico também estava preparando uma tempestade. Ventos com a força de mais de 160 km/h varreram Paris. 2000 árvores foram arrancadas, o Rio Sena transbordou. A cidade foi massacrada pela força impressionante do jato. A “corrente do jato” não só cria tempestades ou intensas depressões, mas também as guia.
Os jatos não ficam na mesma latitude todos os anos, podendo haver flutuações na escala de tempo, de décadas, ou mais. Além disso, há um movimento geral do jato (do hemisfério norte) em direção ao pólo norte que parece estar associado ao “aquecimento global”. Ao adicionarmos mais gás carbônico na atmosfera, temos um maior “efeito estufa”, e assim os jatos continuam indo em direção ao norte. Essa teoria está 99% correta. Se isso for correto, esperam-se invernos mais quentes e úmidos naquela região, com ventos e chuvas de maior intensidade.
E essa variação climática estamos observando com grande intensidade no hemisfério sul também.
(by Mar) baseado no documentário THE JET STREAM.

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