quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Livro "5 Dias de Junho - A GUERRA NO ORIENTE MÉDIO"

Livro 5 DIAS DE JUNHO – A Guerra no Oriente Médio. Escrito por Arnaldo Niskier, Joel Silveira, Murilo Melo Filho e R. Magalhães Júnior.  Primeira Edição – Julho de 1967.

Página 30 - O Brasil tem um sério compromisso com Israel. Foi graças à atuação do Embaixador Osvaldo Aranha que a Assembléia-Geral da ONU se reuniu, a 29 de novembro de 1947, para decidir a partilha da Palestina e a consequente criação de um Estado Judeu, livre e independente. Numa linha de coerência na sua política externa, o Brasil ficou obrigado a prestigiar a existência livre e soberana do Estado de Israel.

Página 41 (Se referindo a Israel) “Sua estrutura democrática e socializada, que fez a felicidade do seu povo, prova igualmente que a democracia é ainda um regime superior, na paz e na guerra, às ditaduras militaristas.” “Os ditadores renunciam à renúncia, fanatizam os povos, mobilizam multidões que eles levaram à desgraça e à aventura de uma guerra, mas que assim mesmo vêm depois para as ruas exigir a sua permanência no poder. Assim foi com Hitler, Mussolini e Perón. Assim seria também com Nasser, esse novo tigre de papel".
Página 45 “Não há guerra decisiva e final. O entendimento só se produz pelo respeito aos tratados e nunca à força” (General Moshe Dayn).
Página 69 – Em Jerusalém existe uma arcada e uma muralha, que os árabes chamam EL KUDS e que os judeus conhecem pelo nome de IR HAKODESH. Nas imediações existe o DOMO DO ROCHEDO, de onde, segundo a lenda, Maomé teria saltado diretamente para o céu, numa miraculosa ascensão. A Cidade Santa dos cristãos e dos judeus também o é dos maometanos.  É o terceiro entre os mais importantes santuários do islamismo, com algumas das mais antigas mesquitas, entre as quais a que se ergue no mesmo sitio da antiga mesquita do Califa Omar.
Página 72 – Jerusalém, reconheçamos, é um ponto nevrálgico, um foco ultra-sensível, por ser uma encruzilhada mística, um berço de múltiplas religiões que se desenvolveram sobre um fundo messiânico comum. Mas, justamente por isso, israelenses e árabes deverão convertê-la no laboratório de uma grande experiência de mútua tolerância, de respeito recíproco em que cada homem possa conviver com os homens de outros credos, sem ódios, sem doestos, sem ciladas, mostrando que a sua religião foi capaz de torná-lo melhor, mais compreensivo e, acima de tudo, mais humano.
Página 83 – “O ressentido não é necessariamente mau. Pode até ser bom, se lhe for favorável a existência. Somente diante da contrariedade e da injustiça mostra-se ressentido; quer dizer, ante os transes em que se purifica o homem de qualidade moral superior. Unicamente quando o ressentimento se acumula e envenena, por completo, a alma, chega a manifestar-se por um ato criminoso, rigorosamente específico, com relação à origem do ressentimento. Eis por que são temíveis os homens ressentidos, quando ao acaso os coloca no poder, como tantas vezes acontece nas revoluções. É esta também a razão de acudirem a confusão revolucionaria tantos ressentimentos que passam a desempenhar nela papel preponderante.” Estas palavras, que Gregório Maranon escreveu no seu livro sobre o Imperador Tibério, se adaptam perfeitamente ao caso de Gamal Abdel Nasser, um ressentido filho de um modesto funcionário dos correios, da mesma maneira com também se adaptam ao caso de Hitler, um pintor frustrado.”
Página 94 – Sobre todos esses governantes do Oriente Médio, que dominam seus povos pelo terror e pela violência, e que os deixam morrer de fome e de doença, enquanto se empanturram com os milhões diários que o petróleo lhes dá, a derrota se abate agora como uma maldição; e, também, como uma ameaça. A areia do deserto ainda deve estar cegando os milhares de jovens árabes que conseguiram escapar a morte na guerra estúpida e sem motivo. Mas muitos dos que sobreviveram logo estarão novamente enxergando – e, quem sabe, enxergando melhor. Se tal acontecer, poderão ver exatamente como são ridículos na sua nudez e revoltantes no seu fausto e caprichos os homens que com um simples gesto lhes ornaram que fossem lutar e morrer numa guerra que a eles disseram ser uma guerra santa, quando na verdade era apenas mais uma guerra do diabo.
Página 100 – No Oriente Médio, Deus fez com que jorrasse das entranhas da terra uma dádiva que poderia fazer a felicidade e saciar a fome de todos que lá vivem, se a cada um coubesse uma parte dela. Mas o que era par ser de todos, ficou nas mãos de alguns poucos. Para milhões de infra-humanos do Oriente Médio, o petróleo, benção e dádiva do Senhor, se transformou numa terrível maldição. (Joel Silveira)
Página 104 – Na planície do petróleo, o território é totalmente desprovido de recursos, com o operário inteiramente sem qualificação e fraco por força da subnutrição. Dentro desse panorama, que abrange a quase totalidade do Oriente Médio – da imensa Planície do Petróleo – a ignorância e o fanatismo religioso são estimulados pelos sultões e emires, pelos reis e xeques, como uma defesa da própria sobrevivência dos seus privilégios e do seu despotismo. Há sempre que cultivar, na ignorância e na consciência anestesiada daqueles povos miseráveis, famintos e incultos, o ódio irracional por um inimigo hipotético, o rancor surdo contra abstratas forças que devem ser odiadas e destruídas para que Alá (e o seu petróleo, naturalmente) reine inatingível e poderoso na plenitude de sua glória.
Página 110 - ... Em vez de remédio, da instrução e da comida, de que milhões de árabes padecem, o que seus senhores absolutos lhes dão é a ração diária do ódio religioso e do fanatismo irracional.
“Uma reconciliação genuína, permanente, com os árabes, é do interesse vital de Israel. É vital, porque mesmo as vitórias militares mais sensacionais são prejuízo” – Arnold Taynbee.

Israel fez 12 mil prisioneiros. Na guerra das 100 horas morreram 10 mil egípcios, 8 mil jordanianos, 2 mil sírios, 679 israelenses, num sol de mais de 40 graus,  só porque Nasser queria destruir o povo de Israel.


- Muitas vezes o povo grita por uma idéia imposta por um “louco” e na maioria das vezes quando isso acontece, os inocentes pagam muito caro por isso.   
(Digitei parte do livro. É um livro muito revelador, vale a pena ser lido).

Filme O SUBSTITUTO

"Eu nunca me senti tão profundo 
e ao mesmo tempo tão alheio de mim
e tão presente no mundo"
(Albert Camus)

Foto e texto tirado do filme por mim
(By Mar)

(

terça-feira, 23 de julho de 2013

Último episódio de FRINGE.

Terceiro Capítulo 32:54 -" Há um momento para registrar a história e há um momento para fazê-la".

Quinta Capítulo 28:16 - "Não dá para se livrar da dor erguendo muralhas ao redor do coração".
                         36:27 -             "Boas notícias, as pupilas dilatam-se, com más notícias elas se contraem.
                                      "Antes de sair numa jornada de vingança cave duas sepulturas".

Décimo Terceiro Capítulo - 2:30 -" O destino pode mudar mas precisa querer mudá-lo e, mesmo assim, é preciso sacrifício".

O último capítulo reforça o propósito da série. O propósito é o AMOR.
Trata-se de mudança de destino
Trata-se de esperança
E proteger nossas crianças.


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Comunidade / Individualidade / Imaginação / Pensamentos particulares / Domínio / Livre Arbítrio /
Freedom - Liberdade.

As fotos eu tirei enquanto assistia a série, nada foi copiado 

terça-feira, 11 de junho de 2013

continuação... VOCÊ TEM UM ANJO DA GUARDA – Tit. Original: Do you a guardian Angel?

Pag. 101 – Muitos místicos, porém, vêem a alma humana crescendo de forma constante em conhecimento, ética e sabedoria, até que gradualmente tornam-se anjos comuns e então anjos mais e mais elevados.
“Onde uma obra nobre é feita / Onde um pensamento nobre é dito / Nosso coração em alegre surpresa / Eleva-se ao infinito”.

Pag. 106 – Sendo espíritos, os anjos se movem como a nossa imaginação – instantaneamente, tão perto ou tão longe quanto queiram, ao passado, ao presente ou futuro.

Pag. 111 – O grande filósofo de 1800, Ralph Waldo Emerson, via o Universo como uma grande câmara de eco na qual o bem que fazemos volta como um bumerangue para nós mais cedo ou mais tarde, de uma forma ou de outra – e do mesmo modo o mal. Até que todas as coisas se equilibrem.
O porta-voz número dois do cristianismo, Paulo de Tarso, afirma, “Não se iludam a si próprios. Ninguém faz Deus de bobo. Uma pessoa colhe exatamente aquilo que plantou”.
Ainda outros dizem que os problemas podem ser trazidos por “pensamento negativo”, como o ódio ou a preocupação, até que a mente subconsciente finalmente – quase de maneira sobrenatural – transforma as idéias fixas de uma pessoa em realidade.
Em contraste, aquele que pensa positivamente atrai a sorte e repele o mal.

Pag. 112 – “O espírito é como o Sol, que parece se pôr somente aos nossos olhos terrenos, mas que realmente nunca se põe, mas brilha perpetuamente”, disse Johann Von Goethe, o gigante da literatura alemã.
Pag. 113 – “Se eu falasse a língua dos homens e dos anjos, mas não tivesse a caridade, seria um bronze que soa ou um sino que toca (1 Coríntios 13:1)
Pag.114 –  Pensadores sérios como Tomás de Aquino, afirma que a verdadeira língua dos anjos é uma troca de pensamentos sem palavras – “iluminação”.
Pág. 123 – Pessoas que supostamente deixaram o corpo físico durante “esbarrões” com a morte falaram repetidas vezes a pesquisadores de experiências próximas da morte que de repente podiam pensar muito mais clara e rapidamente em seus “corpos espirituais”.
Pag. 124 – Uma mulher que esteve próxima da morte, contou ao pesquisador Raymond Moody que por um momento soube “todos os segredos das eras, todos os significados do Universo, das estrelas, da Lua, de tudo”. Este insight universal foi em imagens, sons, pensamentos e outras formas, mas ela não pode retê-los ao voltar a este mundo.
Talvez Mohammed tivesse o conhecimento celestial” em mente quando disse, “A vida é um sonho; quando morremos, acordamos”. Ou, como Jesus afirma, “Nada está oculto, que não possa ser revelado...”
Pag. 126 – Uma visão comum é que os anjos mais fortes se voltam aos mais fracos por amor, fortalecendo o intelecto deles, assim como os seres espirituais ascendem mais e mais em direção a Deus, o “Sol dos espíritos”.
Pag.128 – Qualquer que seja o censo deles, diz-se que os anjos excedem em número a nós, 4 milhões de mortais, quase como a nação Sioux excedia em número a sétima cavalaria de Custer.

Pag.130 – O “Eu Total” – Isto é, o “Eu Superior” – tem um poder e uma sabedoria mental enorme no mundo espiritual; mas como uma minúscula fração do que está disponível no corpo físico. A razão é que a alma terrena é apenas um fragmento separado desse self espiritual maior – uma lasca do antigo bloco, de acordo com esta teoria.
De fato, esse Eu Superior maior supostamente reencarna na Terra repetidas vezes como personalidades humanas limitadas para acrescentar a seu estoque sabedoria, conhecimento e ética.
Na verdade, partes desta “pequena voz calma” dentro de nós – alega-se – são algumas vezes o Eu Superior tentando se comunicar com seu eu.

( copiei o mínimo do livro tentando ter e passar o máximo proveito)

segunda-feira, 10 de junho de 2013

VOCÊ TEM UM ANJO DA GUARDA – Tit. Original: Do you a guardian Angel?

Por John Ronner – 1985 – Tradução Fátima Marques.
Pag.16“Já estamos estranhamente relacionados e até familiarizados com os anjos durante nossa vida terrena. Depois da morte, não devemos mais perguntar “Quem é você?”Devemos provavelmente gritar, no reconhecimento final: “Então era você o tempo todo”“

Pag.24 “O contrário exato do que é geralmente acreditado é muitas vezes a verdade” (Jean De La Bruyere)

“Estou bem ciente que muitos dirão que possivelmente ninguém pode falar com espíritos e anjos enquanto vive no corpo, mas, apesar disso tudo não estou dissuadido, pois eu tenho visto, ouvido e sentido”. ( Emmanuel Swedenborg)

Pag. 35 Os assim chamados espíritos “presos à Terra” estão por seus próprios estados mentais – como pessoas obcecadas ou de maus pensamentos. Algumas são criminosas, iradas, outras profundamente preocupadas com alguma coisa terrena, e ainda algumas loucas ou “neuróticas de guerra” por mortes violentas. Como o poeta puritano cego John Milton diz de Satã no Paraíso Perdido: Ele carrega o inferno com ele, em sua cabeça, onde quer que vá, e não pode fugir dele.

Pag. 63 – Numa carta ao Corintios, Grécia, Paulo de Tarso escreveu: “E semeando um corpo animal, ressuscita um corpo espiritual. Como há um corpo animal, há também um corpo espiritual.” (Coríntios 15:44)

Pág. 76 – O suicídio, porém, causa experiências muito desagradáveis, e os sobreviventes que quase morrem virtualmente com unanimidade dizem que acabar com a própria vida é um erro tremendo. Alguns suicidas relatam que seus problemas atormentadores foram meramente transferidos para o mundo espiritual e talvez até intensificados

Pág. 99 – Finalmente, damos a últimas palavras ao Alcorão: “Quando um homem morre, os que sobrevivem a ele perguntam que propriedade deixou atrás de si. O anjo que se inclina sobre o homem morto pergunta que boas ações ele propagou à frente de si”.

Como os Anjos Pensam?
– Os anjos precisam de menos conceitos mentais para entender o mundo do que nós – assim como um gênio tira mais conclusões dos mesmos fatos que um estúpido.
Pense em Newton, por exemplo. Quando a lendária maçã caiu em sua cabeça, ele não disse, como teríamos dito, “Lá vai outra maçã”.  Entendendo muito, muito mais a partir deste simples fato, sua mente de gênio alcançou a lei da gravidade.
Como o autor Daphne Mould afirma, “Quanto mais elevado um anjo, menos conceitos precisa para entender o mundo.

Pag. 100 “... Os anjos, na plenitude do ser, são tão diferentes entre si quanto um Universo é distinto de um outro” como Pic-Raymond Regamy afirma.
Mas existem dissidentes, como o famoso filósofo escocês de 1200 Duns Scotus (de cujo nome veio a palavra “dunce” (estúpido), que pensava que todos os anjos pertencem à mesma espécie.

Um último pensamento de Johm Adams, da América: “A natureza, que estabeleceu uma cadeia de seres... descendo desde os anjos até os animais microscópicos, ordenou que nenhum ser seja perfeitamente semelhante ao outro, e que nenhuma criatura seja perfeitamente igual a outra.”

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Frases do Filme A VIAGEM - Cloud Atlas - 2012

Frases do Filme.

"Nossas vidas não são realmente nossas. Do útero ao túmulo, estamos conectados a outros. No passado e no presente. E... com cada crime e a cada boa ação, traçamos nosso destino."
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Você detêm poder sobre as pessoas, desde que lhes dê algo em troca. Tire algo dessa pessoa e ela não estará maios em seu poder.
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Crenças como o medo, o amor, são forçadas a serem entendidas, se entendêssemos a teoria da relatividade e princípios da incerteza > Fenômenos que determinam o curso de nossas vidas.
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Ontem minha vida estava indo em uma direção. Hoje está indo em outra. Ontem eu acreditava que jamais faria o que fiz hoje. Essas forças que frequentemente refazem o tempo e espaço, elas podem modelar e alterar quem nós imaginamos ser, começam muito antes de nascermos e continuam depois que perecemos. Nossas vidas e nossas escolhas, como trajetórias quânticas são entendidas momento a momento em cada parte de intersecção, cada encontro, sugerindo uma nova direção em potencial.
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1:45:39 - Não, os mortos nunca devem permanecer mortos. Abra seus ouvidos e eles nunca vão parar de tagarelar.
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2:00:27 - Agora eu entendo que existem limites entre ruido e som. (As convenções). Todos os limites são convenções, esperando para transcender. Um pode transcender a qualquer convenção de apenas um puder conceber primeiro a fazê-lo.
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2:02:54 - Por que continuamos cometendo os mesmos erros constantemente....
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A primeira regra de um livro é o suspense. Uma boa  pista sempre leva a outra pista.
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2:25:46 - Ser, é ser percebido. Então para conhecer a si mesmo só é possível através dos olhos dos outros.
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2:31:54 - Acredito que há outro mundo esperando por nós. Um mundo melhor.
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2:40:51 O que é o Oceano senão uma multiplicação de gotas.
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(assisti ao filme, copiei as frases. Não colei nada de outro blog)

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Frases de sabedoria.

"A vida é um quebra cabeça onde faltam muitas peças. Há graça jogar. Há incidente de minutos que mudam nossa vida, mais que um ano inteiro. Pode murar para pior, mas também para muito melhor". (Ana Perwin Fraiman)
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"Morrem os avós, morrem os pais, morremos nós, morrem nossos filhos, morrem nossos netos. A ordem é esta" Carlos Marinho compara a morte com aquele avião que vai embora sem nós.
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"Se alguma vez descobres que olho para teus olhos e um veio de amor reconheces nos meus, não penses que delira, pensas somente que podes contar comigo. Se outras vezes me encontras zangado sem motivo, não penses que é fraqueza. Assim mesmo podes contar comigo. (Mario Benedetti).

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

A LAGOA AZUL - THE BLUE LAGOON


A LAGOA AZUL – Título original: THE BLUE LAGOON
Escrito por H.DE VERE STACPOOLE (1862-1951) em 1912 na Inglaterra.
Traduzido para o português na década de 40 por Mario Quintana.
-Quem tem menos de 15 anos talvez não tenha assistido ao filme. Assisti a 10 anos atrás ou mais. Li o livro agora na esperança de que no livro os personagens Dick e Emelina estivessem acordados no final. Livro e filme terminam exatamente iguais. (Eles ainda dormem).

Pg. 119 - "A crença em Deus não é um apoio para uma criança assustada; ensinai-lhe, como a um papagaio, quantas orações quiserdes, mas, no desamparo ou nas trevas, seu apelo será para sua ama ou sua mãe".

Pg. 182 -  "Pensamos por meio de nomes e palavras, em vez de fazê-lo por meio de imagens; e aí o chavão universal domina e a verdadeira inteligência quase que se aniquila".

Pg. 210 -    Perder um filho amado é, sem dúvida, o pior sofrimento que possa acontecer a um pai. Eu não me refiro à morte. Um menino passeia na rua, a criada se distrai um instante, ele desaparece. A princípio não se tem noção nítida da coisa, experimenta-se um choque no coração; as palpitações diminuem ante o pensamento de que uma criança perdida numa cidade civilizada não pode deixar de ser encontrada pelos vizinhos ou pela polícia. Entretanto, a polícia ou os vizinhos ignoram o incidente, as horas passam. Os minutos fogem, o dia escurece, a tarde muda-se em noite, à noite em aurora, e os ruídos de um dia ordinário recomeçam. Não se pode permanecer em casa. Fica-se inquieto, sai-se, para voltar imediatamente a pedir notícias, anda-se com o ouvido à escuta, mas o que se ouve incomoda os sons habituais. O rolar dos carros, os passos dos transeuntes vem aumentar nossa tristeza. A música transforma nossa miséria em loucura, e a alegria dos outros é tão monstruosa como uma gargalhada ouvida no inferno. Se alguém traz o corpo do filho morto, pode-se chorar, mas fica-se aliviado; a incerteza é que mata. Os anos voam, fica-se velho. A gente diz: -Ele teria 20 anos hoje!

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

O Ano de Viver Perigosamente - livro.


Livro: O ANO DE VIVER PERIGOSAMENTE – Tit. Original: THE YEAR OF LIVING DANGEROUSBY
Copyright 1987 – Escritor CHRISTOPHER JOHN KOCH
– Obra publicada em 1978, tornou-se um dos Best Sellers da literatura australiana. O livro foi adaptado para o cinema em 1982 com direção de Peter Weir lançado pela Metro-Goldwyn-Mayer.
Tradução Francisco M. da Rocha Filho.
O tema do livro gira em torno do movimento político da Indonésia, mais precisamente em Jakarta no ano de 1965, abordando a forma do governo de Sukarno e a miséria do seu povo. Outro tema amplamente abordado no livro é os “anões”, sua história e origem.
Personagens principais: Cookie o narrador da história e também jornalista. / Billy Kwan, o anão, um dos personagens principais e cinegrafista autônomo. / Gui Hamilton, repórter e personagem principal junto com Kwan. Sukarno, o então presidente e Jill, a parte romântica da história.
Partes separadas do livro ou, diálogos interessantes:
Pag. 92 Billy fala de um amigo indonésio que acredita que sem Deus os homens enlouquecem de orgulho e se tornam maus. A maioria dos indonésios são pessoas tranqüilas... odeiam gente barulhenta, agressiva. Eles a chamam “kasar” (grosseiros). Os ocidentais para eles são kasar. Os heróis mais aristocráticos na indonésia são o príncipe Arjuna, o rei Kresna, Krishna que é uma das encarnações do deus hindu Visnu. Arjuna é também um anão, no mito hindu. – Arjuna é um guerreiro, mas ele prova um tumulto na natureza apenas pela meditação: ao construir seu poder espiritual... seu sukti. Mas para desenvolver este poder, ele teve primeiro que dominar a si mesmo antes de poder controlar os outros. Nada tem uma face única. Arjuna é um herói, mas pode também ser instável e egoísta... isso é a sua fraqueza. E quando Arjuna pergunta a Krishna o que faz um homem pecar, Krishna diz: “A avidez luxuria e a ira; isto é o inimigo da alma. Tudo é toldado pelo desejo, como o fogo pela fumaça, um espelho pela poeira.... (Na página 222 há mais diálogo sobre Arjuna)
Pag. 105 Billy fala sobre as espécies de anões. Existem duas categorias importantes que muitas pessoas confundem: os acondroplásicos e os atelióticos. Um ateliótico vem a ser o verdadeiro anão que vocês conhecem: uma miniatura perfeitamente formada.  Ele é em geral, muito enfermiço e não muito inteligente. Mas o acondroplásico é um homem normal, cujos braços e pernas se desenvolveram deficientemente. Assim, ele é colocado numa situação desagradável. O índice mais baixo de altura normal num homem situa-se em um metro e trinta e um centímetros; eu tenho um metro e vinte e seis. Certo? Mas há muitas variações...(e o texto se prolonga...) Pag.106 –Ah, sim... Bem, a ciência médica ocidental é deleitavelmente indefinida. Por algum motivo, que não sei explicar, os ossos compridos dos membros Dops acondroplásicos sofrem uma parada de crescimento no ventre materno. Essa deficiência tende a surgir em famílias com um casal de pais pequenos, gerando um acondroplásico. Mas acredito em uma teoria mais antiga, companheiro... a de que houve outrora uma raça de anões, da qual nós somos regressões atávicas.  Você pode observar ainda vestígios disso na Europa, formando um cinturão da Baviera ao País de Gales e à Irlanda. Homens pequenos e musculosos que extraem metais preciosos das minas... não se lembra de suas histórias de fadas? (Billy vai além no texto........) Átila, o rei dos hunos, era um acondroplásico. Assim os mongóis tinham também uma sub-raça de anões. (.........)
Pag. 121 DOSSÊ A 2: ANÕES – Na mitologia celta, o reino dos anões debaixo da terra, cheio de metais preciosos, é chamado de antípodas. Pag. 122 – E a você, meu Amigo-Não-Encontrado, que todos esses mapas de outras vidas são endereçados; a você, por quem nós todos idiotamente aguardamos. Você lera cada palavra com simpatia, perdoe toda a minha secreta vileza, favoreça todas as minhas esperanças! Aqui, sobre a página silente, eu sou o mestre – tal como o sou na câmara escura, remexendo meus negativos no banho mágico do revelador. E aqui, entre minhas fichas, posso embaralhar, como se fossem cartas, as vidas com que lido. Seus rostos se projetam para mim desses pequenos pedaços de cartão acetinado; pessoas que se converterão em outras pessoas; criaturas que envelhecerão, trairão seus sonhos, tornar-se-ão fantasmas. Mas elas aguardam, em minhas fichas, para ver o que farei com elas. Ao mapear seu cego roteiro no papel, eu as possuo, de certo modo! Elas podem me deixar fora de seus corações, querido Amigo, mas não de suas vidas. Elas são inquilinas de meu sistema secreto, quer gostem ou não....
(Digitei alguma fala do anão Billy e o dossiê acima. Billy tinha a estranha mania de fazer um dossiê sobre as pessoas... da forma que ele as via.... )
Pag. 108 “A religião não é boa sem a paixão” – disse Billy (nessa página, Billy fala sobre religião).
Pag. 146 DOSSIÊ S 9. SUKARNO, Engenheiro Raden (Kusno Susro) presidente da República da Indonésia.
     O título “Raden” é o de um membro da classe priyayi aristocrática de Java. Os nomes “Kusno Susro” foram abolidos na sua infância, porque ele era enfermiço e seu pai o rebatizou com o nome de Karno, para atrair para ele melhores condições de saúde. (aqui se prolonga o dossiê nas páginas 147 e 148). Na página 110 Billy fala sobre Sukarno. Sukarno é um romântico, não um materialista. Lembram do que ele disse sobre a revolução? “Eu estou louco, estou obcecado pelo romantismo da revolução”. E quando ele se dirige às massas que o apoiam, dá-se uma comunhão mística. Sabe o que ele disse uma vez em seu discurso? Que quando ele fala para o povo, está possuído. – A voz grave de Kwan ganhou um som litúrgico, e ele citou: “Para mim, o fogo não é quente o bastante, o oceano não é suficientemente profundo, nem as estrelas bastante altas”. (.............) Assim, ele une em si mesmo as duas grandes religiões de Java. Um homem duplo, um homem de dualidades. (......) Lembrando que C.J.Koch escreveu o livro “O Homem Duplo” que não tem nada haver com política mas sim, com o sonho de alguns jovens dos anos sessenta.
Pag. 153 “Sempre supomos que aqueles que nos estimam continuem os mesmos; é muito desconcertante verificar que eles podem se afastar, ou colocar uma nova máscara”.
Pag. 281 – Que o silêncio possa predominar. Que a força do vento e da tempestade possa ser minha. (..............) Ditadores extintos, como Hitler e Stálin, tem uma qualidade subumana, muito reduzida, vistos através de nossos telescópios invertidos. Eles deprimem; são como insetos. Você não tinha essa configuração, Bung Karno, e isso me faz julgar seus pecados como veniais ao invés de mortais. Você sorri para mim agora na foto do arquivo de Billy Kwan, com o pitji elegantemente inclinado, e eu sorrio torto em resposta, como se sorri para um trapaceador de quem não conseguimos deixar de gostar (.............) Você permaneceu um adolescente, Sukarno, desavergonhosamente apaixonado por si mesmo. (.....).
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Estas são as partes do livro que fiz questão de digitar na lembrança.
(By Mar)

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Livro A TRAVESSIA Título original: LA TRAVERSÉE - Escritor CYRIL GELY

Foto que eu tirei.
Livro “A TRAVESSIA” Título original: LA TRAVERSÉE
Copyright 1995 CYRIL GELY
Tradução de Merle Scoss e Melania Scoss.
O menino Artur é o personagem central deste livro de 220 páginas.
Pag. 7 – “Eu morro. Antes da noite, termino minha jornada.
                 Nem bem abriu-se ao dia, já minha rosa feneceu.
                    A vida concedeu-me efêmeras doçuras, mas,
                         Nem bem as provei, e já morro” –(Chérier, 1794)
Pag. 39 – A morte não é eterna, em nenhum caso. Com um pouco de fantasia, podemos até dizer que a morte não existe. Só a vida – e, às vezes, o vaguear – existe. A morte é rápida e muito densa: é isso que assusta. Mas ela não é grande coisa. Na Terra nunca se quer a morte. Mas quando ela chega, precisa ser desejada, cobiçada, para poder ser aceita.
Pag. 102 – Ela me ama / ela me disse / que me ama
                   Ainda ontem / eu sei / ontem ainda / na curva do caminho me esperou.
                   Foi ontem / eu sei / junto ao lago me esperou.
                   Foi à noite / ou de manhã / já não sei... / mas me beijou.
                   Não há caminho / nem lago há.
                   Mas era ela / eu sei / se não ontem... / amanhã então.
                   Ela me ama / ela vai dizer que me ama...
                   Amanhã!
Pag. 112 “Cada um por sua vez, o amor e a morte tomam todas as cores de uma paleta. Desde o branco do nascimento e da virgindade, até o preto do fim inevitável. O calor do amor, o frio da morte. As cores representam a vida. O amor e a morte não são, os dois, toda uma vida?
Pag. 125 “A vida nada mais é que um sonho, do qual despertamos para a morte (Pascal 1662).
Pag. 139 “E o homem então percebe, tendo em mente cada vez que adormece, que, para viver fez na noite passada um ensaio para morrer” (Marbeuf 1645).
Pag. 146 “E, sendo rosa, viveu o que vivem as rosas: o espaço de uma manhã. (Malherbe, 1628)
Pag. 184 “O Sol disse: -Dias como este, eu bem que os dispensava. –Estás te queixando de quê? Perguntou a Lua. Nenhuma nuvem se pôs hoje em teu caminho. Brilhaste com todo esplendor. Mostraste toda tua grandeza. Podes esperar coisa melhor que um dia como este? –Sim, exatamente um dia com nuvens. –Mas por quê? Retrucou a Lua. –Para me fazer desejado, dona Lua, para me fazer desejado...
Pag. 195 “Nossa história de amor só começou, de verdade, com a minha morte. E minha morte significava também o fim dessa história”.
Epílogo
Antes que você feche este livro, antes que você também comece a esquecer Artur, devo acrescentar uma última explicação, (não vou transcrever aqui o resto, é a parte chocante do livro e Arthur precisa dos créditos, Ciryl também).
É um livro para ser lido por todos,  principalmente pelos motoristas apressadinhos.  Ao atropelarmos alguém, nunca mais seremos os mesmos. Uma consciência futura projetada no presente é bem provável que nunca aconteça. É só se imaginar... atropelando uma criança.
Escritos em azul, são meus devaneios. No demais, copiei do livro escrito para o menino Artur.
(by Mar)